Aborto e raça: por que esse debate é fundamental para a justiça reprodutiva?

Aborto e raça: por que esse debate é fundamental para a justiça reprodutiva?

A discussão sobre o aborto costuma ser tratada apenas sob uma perspectiva jurídica ou moral. No entanto, quando observamos a realidade brasileira, percebemos que seus impactos são profundamente marcados pelas desigualdades sociais e raciais.

Embora a criminalização do aborto afete todas as mulheres que necessitam desse cuidado, seus efeitos recaem de maneira desproporcional sobre mulheres negras, periféricas e em situação de maior vulnerabilidade social. Elas enfrentam mais barreiras para acessar serviços de saúde, estão mais expostas ao aborto inseguro, convivem com o racismo institucional e são as principais vítimas da violência obstétrica.

Essa realidade demonstra que falar sobre descriminalização do aborto também significa discutir justiça reprodutiva.

Justiça reprodutiva: um olhar ampliado sobre os direitos

O conceito de justiça reprodutiva amplia a discussão para além do direito de interromper uma gestação. Ele considera as condições sociais, econômicas e raciais que influenciam as decisões reprodutivas das pessoas.

Garantir direitos reprodutivos significa assegurar que todas as pessoas possam decidir se desejam ou não ter filhos, quando tê-los e em quais condições, com acesso digno aos serviços de saúde e livres de discriminação.

Um convite ao diálogo

Para aprofundar essa reflexão, a FLAES promove uma edição especial do Cine Debate Virtual, integrando a programação do Julho das Pretas.

O encontro começa com a exibição do curta-metragem “22 Semanas” e segue com um debate conduzido por Emanuelle Góes, pesquisadora, sanitarista e uma das principais referências brasileiras em justiça reprodutiva, equidade racial e saúde da população negra.

Entre os temas que serão discutidos estão:

  • os impactos da criminalização do aborto na vida das mulheres negras;
  • racismo institucional e acesso aos serviços de saúde;
  • desigualdades raciais e direitos reprodutivos;
  • caminhos para a construção de políticas públicas mais justas e inclusivas.

Mais do que um debate sobre aborto, o encontro propõe uma reflexão sobre democracia, direitos humanos e justiça social.

Participe

Cine Debate Virtual – Aborto e Raça
Filme: 22 Semanas
Convidada: Emanuelle Góes
📅 28 de julho
🕖 19h
💻 Evento on-line pelo link https://www.youtube.com/watch?v=MPIACdSM_2c

A atividade é uma realização da FLAES – Frente pela Descriminalização e Legalização do Aborto do Espírito Santo, em parceria com o Cine Por Elas, e integra a programação do Julho das Pretas.

Esperamos você para construir esse diálogo coletivo sobre saúde pública, equidade racial e justiça reprodutiva.

Cine Por Elas

Cine Por Elas

O coletivo Cine Por Elas nasceu em Dezembro de 2020, com objetivo de trazer através do cinema, arte e cultura visibilidade às diversas lutas das mulheres.

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